Uma resposta sucinta a Timothy LeCroy

É comumente admitido que havia essencialmente dois pontos de vista sobre o batismo na Reforma: aquela dos Reformadores, que era o batismo infantil; e aquela dos Anabatistas sectários, que era o batismo de adultos. Mas um exame mais detalhado revela que o pensamento dos próprios Pedobatistas, já do início da Reforma, é também dividido por uma diferença de opinião que vai bem mais fundo do que a questão se bebês devem ou não ser batizados.

Paul K. Jewett, Infant Baptism & the Covenant of Grace, p. 78.

Críticas preguiçosas merecem respostas sucintas. E duras. É o caso da crítica histórico-teológica ao credobatismo proferida recentemente por Timothy LeCroy, no Theopolis Institute. Ao longo de meus estudos, vi um número muito considerável de críticas bem elaboradas e refinadas por parte dos pedobatistas. Não é o caso aqui. Mas cumpre dizer, logo de início, que respeito a teologia pedobatista e a considero válida (embora não verdadeira). Cabe o diálogo. O que não é tolerável é que o debate seja capitaneado por homens que distorcem vulgarmente os dados históricos e criam espantalhos de seus interlocutores.

Como se sabe, Peter Leithart é fundador e patrono do Theopolis Institute. Leithart é uma dessas mentes brilhantes, mas dadas a excessos indigestos. Leithart acumula diversos insights histórico-teológicos, mas pisa fora das quadras ortodoxas ao esgrimar sua teologia da aliança, recentemente conhecida como Federal Vision.  É espantoso, dada sua erudição, que textos de calibre delgado como este, de Timothy LeCroy, ganhem espaço em sua página.

Copio e traduzo em vermelho, abaixo, os trechos que pasmam por sua imprecisão, erro ou má fé.

[…]

Onde não há uma forte lógica bíblica, ou, onde fortes defesas poderiam ser feitas de ambos os lados, o precedente da tradição da igreja deveria ter peso na tomada da decisão. 

Tal é o caso com o batismo infantil. Ambos credobatistas e pedobatistas apresentam argumentos bíblicos de que estão plenamente convencidos. Assim, a tradição da igreja é frequentemente trazida à discussão para emprestar gravidade ao apoio de um lado ou outro. 

É sempre bom começar do início, ou seja, lembrando que nenhuma defesa pedobatista é bíblica, e sim teológica. Os argumentos bíblicos são monopólio credobatista, e, embora os pedobatistas acreditem que o argumento teológico é monopólio de sua tradição, nisso também estão errados.

Até o presente, igrejas que são herdeiras eclesiásticas e teológicas dos Reformadores Protestantes continuaram com a prática do batismo infantil. Esses seriam os Luteranos, Presbiterianos, Reformados de vários tipos e Anglicanos (os quais eu argumentaria que se encaixam no campo Reformado, mas alguém pode protestar para que eu os deixe de fora). Nessas igrejas há uma contínua e consistente teologia e prática do batismo infantil que remonta aos dias da igreja primitiva

Em primeiro lugar, LeCroy deveria estudar melhor as tradições pedobatistas ou ser mais honesto a seu respeito. Juntar o pedobatismo presbiteriano, luterano e anglicano num mesmo balaio só pode ser ignorância ou desonestidade intelectual.

Lutero, sabe-se, abraçava o conceito de fides infantium, como esclarece Johnson:

Segundo Lutero, a justificação é pela fé somente. Portanto, para que o pedobatismo seja eficaz no lavar dos pecados, a própria fé pessoal do bebê deve estar presente no batismo. “No batismo, os próprios bebês creem e têm sua própria fé.” Bebês são justificados porque eles creem. A fé da igreja, consequentemente, não é transferível. Segundo Lutero, se eles não creem, seu batismo não tem validade.

The Fatal Flaw, p. 9.

É essa a teologia dos presbiterianos? Certamente que não. Indiscriminar todas essas tradições enquanto “pedobatistas” é fazer vistas grossas às teologias que as nutrem, de sorte a apresentá-las como consensuais e tentar fazer transparecer, no credobatismo, uma dissensão exótica, uma idiossincrasia teológica. Falso.

Os Batistas, antes, é que são os herdeiros espirituais da Reforma Inglesa dos séculos XVI e XVII. Enquanto tais, a teologia do credobatismo do século XVII era bastante nova, mesmo tomada pela linha do tempo da Reforma. Não há qualquer precedente histórico real para essa visão antes do século XVII e nenhum lugar onde foi praticada fora da Inglaterra. Em contraste, a posição pedobatista foi praticada e defendida biblicamente e teologicamente desde o início da Reforma e em todos os lugares por onde a Reforma se espalhou, até o presente.

Vejamos essa assimetria. A teologia credobatista é apresentada como “bastante nova” – seja em relação à história da Igreja, seja do ponto de vista da própria Reforma. Mas e a teologia pedobatista reformada, que é o que LeCroy se põe a defender? Ela evidentemente não era “bastante nova” em relação à Reforma, mas e em relação à história do Cristianismo? A prática pedobatista pode ser antiga, mas e quanto à teologia pedobatista, que é o que LeCroy argumenta aqui? É preciso medir com a mesma régua. E é preciso lembrar que apenas um século separa a teologia pedobatista da teologia credobatista. Em relação ao passado e ao futuro do Cristianismo, isso é muito pouco.

No mais, cabe notar que a teologia credobatista dos Batistas Ingleses, que é a tradição à qual LeCroy se refere, é aliancista e substancialmente semelhante à visão de Agostinho sobre as alianças, como Brandon Adams demonstrou brilhantemente. Sob essa ótica, a teologia credobatista (embora isso não se aplique à prática credobatista) tem um pedigree histórico e um precedente na tradição que é muito anterior à teologia aliancista pedobatista. Afinal, é relevante lembrar aos leitores de LeCroy, senão ao próprio autor, que o argumento aliancista em favor do pedobatismo se originou com Zwingli, e não com Calvino, e em tudo o mais diferia da visão sacramental “reformada”. Consideremos ainda que o próprio Zwingli reconhece, abertamente, que o pedobatismo aliancista é um argumento dramaticamente novo.

Enquanto Lutero poderia agradecer a Deus porque o sacramento do batismo havia sido preservado intacto, Zwingli podia concluir somente que, desde os apóstolos, todos os doutores da igreja estiveram errados nesta questão. Nesta última afirmação nós temos o início de uma ruptura radical com o passado e o surgimento de uma nova constelação de ideias nos céus teológicos. […]

Nós podemos, assim, apreciar o significado de uma sentença do parágrafo de abertura do tratado de Zwingli sobre o batismo. Tendo observado que os doutores “se equivocaram desde o tempo dos apóstolos ao atribuir um poder às águas do batismo que elas não possuem,” ele conclui que “em muitos pontos nós teremos que trilhar um caminho diferente daquele tomado seja pelos escritores antigos, seja pelos mais modernos ou pelos nossos contemporâneos.”

Jewett, Infant Baptism, pp. 78-80.

Eis, portanto, a novidade da teologia reformada da aliança sendo descrita sem meias palavras pelo seu primeiro prócer. Adiante.

Concernente ao período antes da Reforma: ninguém contesta que a prática da Igreja antiga e medieval era universalmente pedobatista depois dos tempos de Agostinho. […] Do século V em diante, não há qualquer dúvida quanto à prática universal da Igreja em batizar os bebês de pais crentes. 

Ao sugerir a universalidade do pedobatismo na “Igreja antiga e medieval” e, depois, recortá-la apenas do século V em diante, LeCroy exclui meio milênio do período da “Igreja antiga”. Não há qualquer consenso sobre a prática pedobatista entre os séculos I e V, período crucial para qualquer pedobatista, já que eles insistem que sua prática remonta ao período apostólico, e não a Agostinho de Hipona. 

A questão de Constantino é sempre um engodo. Quase nada que lhe é atribuído (ou condenado) na Igreja é correto. Como eu disse acima, Agostinho foi aquele que fechou a questão sobre o batismo infantil. Constantino, ele mesmo, nunca se deteve na questão e ainda evidencia a prática batismal falha da igreja primitiva em sua própria vida (sobre o que falarei abaixo). 

LeCroy se refere ao suposto argumento credobatista, quase nunca desembainhado, diga-se, por homens sérios, de que o Imperador Constantino seria uma prova de que a igreja não batizava crianças até o século IV. A falácia é dupla: é evidente que Constantino não poderia ter sido batizado enquanto criança, já que se “converteu” (há controvérsias) ao Cristianismo já adulto. Mas LeCroy acerta ao salientar a prática batismal falha da Igreja naquele momento. O que ele não revela é que a teologia por detrás dessa prática é a mesma teologia pedobatista, ou muito similar a ela, à qual ele remonta o pedobatismo reformado.

A teologia da regeneração batismal era o que levava os homens a duas práticas aparentemente contraditórias, porém idênticas: o batismo infantil e o batismo moribundo. A percepção de que o batismo salva dos pecados foi crucial para sacramentar – com o perdão do trocadilho – o batismo infantil, já que crianças não batizadas estariam fadadas à condenação. No outro extremo, Constantino postergou seu batismo até o fim da vida para garantir que morreria com todos os seus pecados remidos pelo sacramento. Constantino é apenas, e claramente, o efeito colateral da teologia pedobatista da igreja antiga. À frente.

Entretanto, o argumento pelo credobatismo na igreja antiga não se sustenta pelas evidências históricas. É verdade que os escritos a que temos acesso hoje dão evidência esmagadora em favor do batismo de adultos e de muitos retardando seus batismos até sua vida adulta. Entretanto, esta evidência do retardo de batismo não sustenta a posição credobatista pelas seguintes razões:

1) A razão pela qual o batismo de adultos é o foco na igreja primitiva é porque todo mundo está se convertendo ao Cristianismo (é o mesmo no Novo Testamento). Muitas das histórias contadas na própria igreja primitiva são de convertidos, e tantos estavam se convertendo do paganismo ao Cristianismo que as histórias de batismo infantil se perdem. A história da igreja primitiva é de conversão. Assim, o batismo de crentes professos é a história contada. Isso não é, portanto, evidência contra o batismo infantil ou para o batismo de crentes somente. É evidência de que as pessoas estavam se convertendo ao Cristianismo aos montes e sendo batizadas.

Primeiramente, LeCroy comete uma inversão lógica terrível. Ele sugere que a “esmagadora” evidência de batismos de adultos não comprova o credobatismo como prática da igreja antiga. E qual é seu primeiro argumento? Uma justificativa da ausência de evidências pedobatistas. LeCroy é que não consegue apresentar qualquer “evidência histórica” da presença do pedobatismo e procura equilibrar o jogo afirmando, num simples esforço verbal, que apesar das evidências exclusivas do batismo de crentes, o credobatismo “não se sustenta pelas evidências históricas”. Como é?

Em segundo lugar, LeCroy emprega aqui o velho argumento pedobatista: não há registro de batismo de bebês porque a igreja primitiva se encontra em um contexto missionário, no qual pessoas se convertem ao Cristianismo, não nascem nele. Ora, mas como isso se encaixa com a outra prática, igualmente invocada pelos pedobatistas, da conversão de agregados, isto é, do chefe de família e sua casa (household)? Nos relatos bíblicos que os pedobatistas costumam invocar para defender o batismo de bebês (especialmente a conversão de Lídia e do carcereiro de Filipo, At 16:11-34), vemos adultos se convertendo e, segundo os pedobatistas, seus filhos e servos sendo igualmente batizados.

De acordo com sua própria lógica, não faz qualquer sentido acreditar que durante meio milênio não houve nenhum relato, nenhuma evidência de conversão de “adultos e de seus agregados,” seguindo o suposto parâmetro de Atos dos Apóstolos. Fossem esses relatos evidências de batismos infantis, e sendo essa a prática apostólica, inevitavelmente os relatos entre o século I e V nos trariam qualquer noção de “conversão de agregados”. Não acontece.

2) Não há qualquer escrito (que eu conheça) que seja polêmico contra o batismo infantil. Se a Igreja Primitiva fosse credobatista por convicção, se esperaria muita polêmica contra o batismo infantil. E simplesmente não existe.

LeCroy precisa estudar mais. Tertuliano, escrevendo entre 200 e 206, afirma:

Mas aqueles cujo ofício é administrar o batismo, devem saber que ele não deve ser dado apressadamente. […] Portanto, segundo a condição e disposição de cada um, e também sua idade, retardar o batismo é mais útil, especialmente no caso de pequenas crianças.

Tertuliano Apud Jewett, Infant Baptism, p. 20.

Este é um dos célebres textos que pedobatistas usam para defender sua prática histórica – uma crítica a ela. É evidente que fica exposta a ocorrência de batismos de crianças pequenas (bebês?), do contrário Tertuliano não estaria falando contra ela. Mas ele está falando contra ela. A voz de Tertuliano não é a única que se manifesta em contrário à prática pedobatista, ela é a única que se manifesta a este respeito nesse período.

O “argumento do silêncio”, como eu o apelido, é outro lugar comum pedobatista, e vem aqui repaginado para o contexto da igreja antiga. O argumento é: se a Igreja Primitiva fosse credobatista, haveria muita polêmica contra o pedobatismo, e não há. Ora, como é que haveria de haver polêmica contra o pedobatismo se a Igreja fosse credobatista? Contra quem a igreja iria argumentar? Prossigamos.

3) Há evidência para o batismo infantil na igreja primitiva. Não é a única prática, mas a evidência sugere que o batismo infantil era uma prática normal e esperada. Um exemplo específico é encontrado na Tradição Apostólica de Hipólito (final do segundo a início do terceiro século d.C.). Neste texto, é descrito um rito de batismo é que inclui bebês. […] Como eu disse acima, o batismo de adultos convertidos era a prática mais corrente, mas ainda há ampla evidência de que o batismo infantil estava ocorrendo e ninguém, eu repito, ninguém estava argumentando contra ele. 

A última frase atesta a leviandade com que o tema está sendo tratado. Já o respondi no tópico anterior. Agora, o relato de Hipólito ao qual LeCroy se refere traz inúmeras instruções sobre o batismo e inclui, de passagem, a frase “Então, primeiro se batize os pequenos; aqueles que podem falar por si mesmos, devem fazê-lo […]”. Como em todos os casos de batismo infantil anteriores ao século V, o texto de Hipólito é mais um de difícil trato:

Ninguém, é claro, supõe que essa “Tradição Apostólica” literalmente inscreve o ensino dos apóstolos, e alguns questionariam a precisão com que podemos atribuir até mesmo essa porção particular da liturgia aos tempos de Hipólito. Tudo o que precede e sucede [essa passagem, no texto,] contempla pessoas responsáveis como sendo os únicos pacientes adequados do batismo. Cada candidato deve ser um catecúmeno de três anos de instrução, exemplar em sua vida; ele deve se preparar com banhos, jejum e oração; submeter-se a exorcismos e selamentos; passar sua última noite em vigília, ouvindo leituras e instruções; e ele deve trazer consigo ao “tanque batismal” sua oferta para sua primeira Eucaristia. Contra este pano de fundo, a referência ao batismo de pequenos que não podem falar por si mesmos – isto é, confessar sua fé – é tão inesperado que alguns acadêmicos suspeitam de uma interpolação posterior, o que é plausível.

Jewett, Infant Baptism, pp. 23-24.

Stander e Louw complicam ainda mais o caso de Hipólito:

Aqueles que não poderiam falar por si mesmos poderiam ser crianças muito pequenas que careciam de auxílio na resposta ao pronunciar as fórmulas exigidas. […] A questão não é o fato de que eles eram crianças, mas se esse grupo em particular, que não poderia falar por si mesmo, era de fato de bebês. Deve-se então assumir, também, que eles não poderiam participar de todo o ritual de batismo se eles fossem bebês de fato. Contudo, deve-se lembrar que o [texto] original Grego não foi recuperado, exceto por uns poucos fragmentos. Essa citação da Tradição Apostólica é encontrada em uma tradução do Latim que data do século IV. Alguns acadêmicos até sugeriram que não é improvável que este versículo tenha sido inserido na tradução em Latim, já que incidentalmente foi também no século quarto que o batismo infantil se tornou popular. Se se decide aceitar a expressão “pequenos” enquanto de fato referente a bebês, então não se deveria aplicar essa passagem a situações antes do quarto século, já que se deve lembrar que os tradutores antigos não tinham objeções a inserir e omitir frases do texto do qual eles traduziam. Eles frequentemente adaptavam textos para atender a sua situação presente. Isto pode ser claramente visto quando se compara, por exemplo, as seções existentes das traduções do Grego, Saídico, Arábico, Etiópico e Boárico de Tradição Apostólica. (Para uma comparação das leituras diferentes dessas versões da Tradição Apostólica, ver Cuming 1976).

Baptism in the Early Church, pp. 77-78.

Assim, falar em “ampla evidência” do pedobatismo como prática paradigmática é no mínimo suspeito, e dizer que se trata de um rito que “inclui bebês” é também ignorar as complexidades que o texto impõe sobre o tema. Adiante.

4) A razão pela qual muitos Cristãos na igreja primitiva retardavam seu batismo era devido a uma teologia batismal falha e uma soteriologia falha. […]

Exato, uma teologia batismal falha (ou falsa, LeCroy?) que LeCroy emprega, ao longo de todo o texto, para justificar a sua própria prática pedobatista. Afinal, a tradição reformada pedobatista remonta ou não à Igreja Primitiva? É uma só tradição, ou duas radicalmente distintas, como disse Zwingli?

Aproveitando o exemplo de Hipólito, no item 3, Stander e Louw arrematam a questão com a seguinte frase:

Se nós aceitarmos esse documento como uma referência precoce ao batismo infantil, é importante notar que o batismo desses bebês não estava ligado à aliança ou ao ritual da circuncisão. Era ainda um evento que se seguia de uma confissão de fé verbal.

Baptism in the Early Church, p. 80.

Vamos lá, LeCroy, qual é o sentido em emprestar a prática pedobatista dos antigos, se sua teologia é radicalmente distinta? É como jogar fora o bebê sem a água do banho, para usarmos metáforas dentro do contexto.

*

Aqui está o desfecho, Batistas apontam para a igreja antiga como evidência do batismo de crentes somente, mas estão eles dispostos também a se apropriar da teologia equivocada que era a sua causa? Eu acho que não. 

Como é? O esforço de encontrar migalhas de evidências ao longo da história e descontextualizar brutalmente a teologia que as embasam é obra sua, LeCroy! Credobatistas não precisam de farelos históricos, os exemplos bíblicos estão dados. Credobatistas não listam documentos que provam o credobatismo, eles desmontam os documentos usados em favor do pedobatismo.

No debate entre o pedobatismo e o credobatismo, o que importa, ou deveria importar, é onde está a verdade. Sacudir casos de batismos infantis ao longo dos séculos e por inúmeros reinos como provas históricas de peso em favor do pedobatismo é completamente frívolo se a teologia que os ancora é comprovadamente espúria. É quase inacreditável que a pergunta de LeCroy tenha sido direcionada aos credobatistas. Façamo-la nós, portanto, adequadamente: os pedobatistas reformados, estão eles dispostos a se apropriar da teologia equivocada que fundamentava o pedobatismo até o século XVI?

Eu acho que não.


Nota: O presente artigo foi livremente traduzido para a língua espanhola por um irmão voluntário. Você pode acessá-lo aqui.

*

JOHNSON, Jeffrey D. The Fatal Flaw of the Theology Behind Infant Baptism. Free Grace press, 2010.

JEWETT, Paul K. Infant Baptism & the Covenant of Grace. Grand Rapids: Eerdmans, 1978.

STANDER, Hendrick F.; LOUW, Johannes P. Baptism in the Early Church. Carey Publications, 1994.

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