As raízes batavas e congregacionais do “half-way covenant”

O assunto é ligeiramente off-topic para os propósitos deste site, mas costuma circular com frequência na literatura batista, geralmente servindo como um exemplo das aporias do pedobatismo. Paul K. Jewett descreveu o problema do half-way covenant e de suas origens da seguinte forma:

[…] Os Puritanos, em Massachusetts, batizavam todas as crianças de cristãos professos. Assim, havia (como é sempre o caso nas comunidades Pedobatistas) um duplo tipo de membresia eclesiástica. Havia alguns que eram membros somente por batismo, aqueles nascidos de crentes professos; outros eram membros plenos da aliança, com direito a participar da comunhão, os quais eram eram nascidos de novo do Espírito de Cristo (daí a distinção entre membros “não-comungantes” e “comungantes” nos governos Presbiterianos e Reformados). Como resultado de tal arranjo, naturalmente aparecia, na segunda geração, pessoas adultas batizadas enquanto bebês que eram ortodoxos nas crenças e corretos em sua vida, embora não fizessem profissão de uma experiência pessoal da graça salvífica de Deus em seus corações e nunca chegassem à comunhão como membros plenos da igreja. Essas pessoas, compreensivelmente, não se consideravam pagãs e infiéis. Não estavam elas “na aliança”, e não tinham recebido o batismo como sinal da aliança? Por que, então, seus filhos deveriam ser privados do mesmo privilégio? Poderíamos colocar desta forma: Se Deus tem filhos (crentes) e netos (filhos de crentes), por que ele não pode ter bisnetos (filhos de filhos de crentes)?

Infant Baptism, pp.116-119.

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.:Indicação:. Baptism Prior to the Reformation (James Renihan)

Além de sua aula sobre as origens históricas dos batistas particulares, quero sugerir, também de autoria do Dr. Renihan, Baptism Prior to the Reformation. Ele apresenta, en passant, as três principais teorias sobre a origem dos batistas atuais e procura fazer um apanhado do credobatismo nos primeiros séculos da era cristã e discutir os problemas do landmarkismo e do catabatismo.

Na primeira parte da aula, Dr. Renihan segue de perto o livro Baptism in the Early Church, de Hendrick F. Stander e Johannes P. Louw. Eu indicaria, como complementação, a Part One: A Consideration of the Historical Question do livro Infant Baptism & the Covenant of Grace, de Paul K. Jewett, que faz um belo trabalho regressivo para mostrar as lacunas de uma visão histórica pedobatista e dialoga consistentemente com as obras de Joachim Jeremias e Kurt Aland, mencionadas por Renihan. Há também uma menção à obra de Everett Ferguson (que Renihan confunde por Everett Harrison) que é o mais profundo e vasto estudo até hoje realizado sobre o batismo na Antiguidade e Antiguidade Tardia.

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